Curto-circuito

terça-feira, março 9, 2010 Posted by Augusto

Curto_Circuito

Odeio musculação. Já até comentei por aqui que não acho a menor graça em ficar num ambiente com temperatura desértica, cheio de marmanjos sarados se devorando no espelho além daquelas cocotinhas perfumadas (até demais) que fazem todos os aparelhos falando ao celular.

Já estou fazendo academia há uns seis meses e mesmo com aquela vontade, tento fazer da melhor forma. Bom, pelo menos nos dias que não dou o famoso migué, que não foram poucos.

Até semana passada tava fazendo mais séries para hipertrofia, pois segundo um consenso entre meu treinador e a nutricionista, deveria ganhar um pouco mais de massa muscular pra acelerar o metabolismo e por conseqüência queimar mais rápido meu estoque adiposo.

Tivemos resultado sim, perdi dois quilos, pela minha última avaliação, e agora, faltando apenas pouco mais de 30 dias para a minha primeira meia, tenho que tentar enxigar pelo menos mais dois. A idéia inicial seria derreter mais três, mas se conseguir estes dois já ta de bom tamanho.

Ontem o treino mudou. E como mudou.

Até então, entre um aparelho e outro eu dava aquela relaxada, uma conversada ali, um papo aqui, enrolava mesmo. Depois de uns 5 minutos passava para a próxima máquina. Até que era bom. Já tô até com saudade desse treino.

 Agora o lance é circuito. Pouca carga, repetição aos montes e sem intervalo entre as séries, e pra dar o toque final, tudo isso intercalado com 1’30 de corrida na esteira mais 40 abdominais.

Fui para o primeiro aparelho, de supino alguma coisa, e mandei ver. 30 repetições com um pesinho tranqüilo. Tranquilo até o décimo movimento. Depois desse, a cada movimento parecia que colocavam 1 quilo a mais. Terminei com os braços bambos e já fui correndo pra outro aparelho, de mergulho não-sei-onde, a gente sobe numa base e tem de elevar o corpo puxando como barra. Esse foi punk! Vinte movimentos como solicitado, metade deles com os braços amortecidos.

Voei pra esteira, pelo menos por 2 minutos me sentiria em casa, correndo. Mesmo achando correr na esteira mais sem graça que picolé de chuchu, pra mim tava sendo um alívio. Pena que passou rápido. Fui para os abdominais e pronto, primeiro ciclo fechado. Faltavam mais 3. Ai, ai.

O segundo era só pernas. Adutor e abdutor, acho que é isso. Pouco peso e muitas repetições. Saí de lá andando como caranguejo e fui pra esteira novamente. Mais abdominais e pronto. Faltam apenas dois ciclos.

Esse foi o mais difícil. Fazer bíceps alternado sobre uma plataforma molenga. Além de me preocupar com o movimento correto dos braços tinha de tentar parar de pé ali. Propriocepção, segundo meu treinador. Junto com esse, outro exercício muito difícil consistia em segurar em duas argolas e mergulhar com os braços esticados para frente, tentando segurar meu peso com meu corpo inclinado pra frente e voltar a ficar de pé. Fácil como empurrar um Fiat 147 atolado na areia.

Só dava tempo de dar uma estrebuchada entre um exercício e outro e dá-lhe chibatada.

Nem lembro quais foram os últimos exercícios, só sei que fechei todos eles e terminei o treino babando e encharcado de suor.

Achei que essa segunda iria ser light, musculação como antes, mais papo furado que aparelho, ainda mais depois de 2h30 de bike no sábado mais 10K de corrida no domingo, mas o pega foi forte.

E hoje, descanso? Que nada! Mais 12K de trote intercalando com duas vezes de 20 minutos de ritmo de prova. Amanhã? 8 de trote mais 10 tiros de 200 metros porrada total. Na quinta, academia e seu circuito matador, e na sexta. Ahhhh a sexta, day-off total, já pensando no longão de uns 20K no sábado.

É… não é fácil querer se transformar, de pangaré barrigudinho num corredor de verdade.

Exige dedicação, força de vontade e treino, muito treino.

Mas quer saber, cruzar a linha de chegada e voltar com uma medalha no peito, por exemplo, numa São Silvestre, compensa tudo isso.

E vamos correndo!

Renascendo das cinzas

segunda-feira, março 8, 2010 Posted by Augusto

fenix

Depois de uma semana praticamente perdida por causa de uma dor estranha, achei que o final de semana também estaria fadado ao marasmo. Mas estes dois dias tiveram uma final feliz.

Até sexta à noite a dor ainda era irritante e a cada pisada no chão era um choque no nervo. Havíamos trocado até o nosso tradicional longão de sábado por uma pedalada, mas até isso parecia impossível por causa da maldita.

Mas como todo bom teimoso, acordei no sábado e a dor já tava bem mais suave, resolvi pegar a bike e pedalar um pouco. A princípio a idéia era ficar por perto de cada mesmo, mas fui pedalando, pedalando, e quando vi já tava do outro lado da cidade. Acabei rodando mais de duas horas e meia, cortando a cidade de ponta a ponta praticamente. Voltei pra casa satisfeito e sem dor.

Até então ia tirar o domingo pra um Day-off. Tava tudo certo até meu treinador Rogério me ligar a noite, me convidando para um treino de 10K com parte da galera da assessoria, umas 4 pessoas, na manhã de domingo, num percurso que já conheço bem e muito bonito.

A coceira por correr foi maior e acabei aceitando, dando um bico no Day-off.

Como sempre faço na véspera, arrumei todas as minhas coisas, roupa, tênis, gel, água e programei o despertador. Fiz uma gambiarra no meu tênis e coloquei uma outra palmilha dentro, pra ficar mais macio e um pouco mais apertado na frente, pra ver se dava algum resultado.

Acordei e como o pé não tava doendo muito, fiquei animado. Pequei minhas tralhas e fui e encontrar com a galera. A “largada” estava marcada para às 8h.

Cheguei um pouco antes da hora marcada, como sempre e ainda não tinha aparecido ninguém. 7h50 nada, 7h55 nada, 8h00 nada, 8h05 nada. Comecei a ficar puto e liguei para o celular do Rogério pra saber se tinham cancelado o treino e eu não tava sabendo, mas só chamava e ninguém atendia. No telefone da casa, idem.

Esperei impaciente e emputecido até às 8h15 quando percebi que o pessoal havia me dado um grande bolo. E mais puto ainda por não ter conseguido falar com o “organizador” do treino, o Rogério, o treinador.

Até esse momento, ainda não tive nenhum retorno das minhas ligações pra pelo menos uma satisfação pra essa pisada na bola. Mas tudo bem. Acredito que possa ter acontecido algum problema, sei lá, mas isso não impede ninguém de dar pelo menos uma ligação, cancelando o treino.

E plantado ali na entrada da Esalq, com muita raiva e me sentindo um total idiota, resolvi canalizar toda essa energia em corrida e lá fui eu sozinho mesmo, tentar correr pelo menos 5K e ver se a dor me dava trégua.

Comecei com receio mas aos poucos mui me soltando e como a dor não aparecia, resolvi dobrar pra 10K.

Aos domingos existe no local, uma corrida organizada pelo pessoal a Associação dos Corredores de Piracicaba chamada “Corta-mato”, que consiste num percurso misto de 6,5K. Cruzei com esses caras várias vezes, mas o ritmo deles é forte demais, isso que já são na grande maioria, senhores.

Completei meus 10K tranquilamente, num ritmo leve (1h06), mas totalmente sem dor e bem mais motivado.  

Percebi que a dor só aparece agora quando estou descalço ou de chinelo, mas já com a intensidade bem menor. Mesmo assim to mantendo o gelo e os exercícios que um fisioterapeuta amigo me passou.

Resumindo: o que era pra ser uma final de semana perdido se transformou em dois dias bem legais e gratificantes tanto na bike quanto num treino leve de 10K.

Agora… um próximo convite pra um treino “fantasma” desses, já deixo aqui minha resposta: “ não, muito obrigado”.

Boa semana pra todos, um parabéns especial para todas as mulheres, e vamos correndo!

No tronco

sexta-feira, março 5, 2010 Posted by Augusto

stress

Hoje o bicho pegou por aqui. Uma concorrência de última hora mobilizou toda a criação e fiquei impossibilitado de postar qualquer coisa. Na verdade, hoje isso aqui parecia aquelas confecções bolivianas clandestinas, onde os funcionários não podem levantar  nem pra ir ao banheiro.

Felizmente acabamos de entregar todos os arquivos para a impressão e a adrenalina já tá começando a baixar.

Bom, o treino de ontem foi abortado. Tentei correr na quarta, depois daquela dor na terça feira e o resultado foi o mesmo. Parece coisa do capeta. Depois dos mesmos 4K, a dor apareceu, começou a aumentar até me fazer parar de vez. A diferença é que desta vez o turrão aqui não quis enfrentar a dor e parou no mesmo instante.

Segundo um amigo fisioterapeuta que leu o meu post detalhando a dor, não lhe parece nada sério e até já passou por isso também, na condição de corredor.

Me deu preciosas dicas e alguns exercícios pra amenizar a dor além de fortalecer a musculatura do local.

Hoje também não vou correr pois tenho (arg!) academia. Amanhã, o tradicional longão será substituído por uma boa pedalada, pra não deixar o condicionamento tão dependente de um dedo do pé.

Tô bem irritado com essa dor e ainda mais vendo o calendário voar e a minha estréia na meia se aproximando.

Já prometi pra mim mesmo que vou fazer essa prova de qualquer jeito, nem que termine arrastando direto pra ambulância, caso a dor continue até lá. Mas como disse meu amigo fisioterapeuta, até lá já vai estar tudo beleza.

Bom final de semana pra todos vocês e pra quem vai fazer a meia domingo, uma ótima prova!

E vamos correndo!

Só ou acompanhado?

quinta-feira, março 4, 2010 Posted by Augusto

solo

Bem lá no começo, quando ainda eram apenas trotes leves, o que eu mais gostava era quando cruzava algum amigo também no trote. Fazia meu treino e aproveitava pra colocar o papo em dia. Juntava o útil ao agradável.

O tempo foi passando, os treinos evoluíram e novas abreviações foram aparecendo na planilha como CL (corrida leve), CM (corrida moderada), CF (corrida forte). E conforme estas duas letrinhas se tornaram mais constantes, fui percebendo que treinar acompanhado e ainda batendo papo, foi ficando cada vez mais difícil. Nos treinos leves até que dava pra conversar, mas nos outros acabava ficando meio difícil. Eu e meu amigo Helton iniciamos nas corridas praticamente juntos e no começo os ritmos eram praticamente iguais. Por muitas vezes fizemos os treinos conversando na boa, normalmente ele acompanhava a minha planilha, e até nos treinos de ritmo dava pra encarar.

Com o tempo fui percebendo o significado da palavra individualidade e percebendo que nos treinos durante a semana, tiros, ritmo e intervalados, correr acompanhado tava ficando inviável, primeiro pela diferença de ritmo e também pela diferença de condicionamento adquirida.

Passei a render mais fazendo estes treinos sozinhos, acompanhado apenas pelo iPod recheado de músicas-porrada pra ditar o ritmo e percebi que a evolução e os resultados começaram a aparecer mais rápidos.

Passamos a juntar os amigos apenas nos longões de sábado, onde o ritmo mais lento e o tempo maior de treino tornam esse muito chato pra ser feito sozinho, além de ser uma ótima oportunidade pra reunir o clube do bolinha pra falar um pouco de besteiras masculinas.

Depois de um pequeno relaxo no começo do ano, mesmo assim praticamente sem parar de correr desde que comecei, de janeiro do ano passado até hoje, nunca passei mais de três dias sem correr, ou melhor,  fiquei por apenas uma única vez sem correr por 5 dias seguidos, na praia em novembro, e desde então estou treinando sério pra entrar no mundo das meia maratonas.

E definitivamente nestes treinos sérios, não há espaço pra companhias durante a semana, apenas o iPod me acompanha.

Encontro com alguns amigos durante os treinos, cada um dentro do seu foco, e deixamos o final dele para aquela conversa descontraída, às vezes acompanhada de uma água de coco bem gelada.

Meu treinador até me convida às vezes, mas quase nunca dá certo por causa de horário ou local de treino diferente. O cara deve até estar achando que eu tô fazendo doce, mas não é não.

Resumindo, pra mim, a individualidade nos treinos é a grande responsável pelos nossos avanços e resultados. E não é egoísmo, apenas foco.

E vamos correndo!

A revolta dos pés

quarta-feira, março 3, 2010 Posted by Augusto

pe

Acho que meu pé esquerdo não gostou nenhum pouco sobre o post sobre qual tênis comprar, onde deixei claro que ele não vai vestir nada que me custe mais de 250 pratas.

Ontem, num treino basicão em ritmo leve/moderado, senti uma dor esquisita, que não tinha sentido antes. Logo depois de cruzar o 4º km senti uma fisgada, algo parecido com um choque, entre o terceiro e quarto dedo do pé esquerdo, naquela região que parece uma almofada na planta do pé, pouco antes dos dedos.

Depois do choque inicial a dor ficou bem chata, a cada passo que tocava o chão, aquele incômodo era mais perceptível. Com a minha tradicional teimosia, em vez de parar, resolvi aumentar bem o ritmo pra ver se a dor desaparecia ou pelo menos era enganada mas que nada, mesmo tentando não prestar atenção na danada, tava impossível de continuar. Forcei mais um pouco sem perder o ritmo apenas não fechar os 5K pra mais de 30 min. E deu.

Parei pra esperar um amigo num ponto combinado e aí sim, quando o corpo começou a esfriar um pouco, a dor veio com tudo. A impressão era de que havia um fio desencapado envolvendo estes dois dedos, bem na base, ligado numa tomada 110.

Tentei alongar, sentei, tirei o tênis e fiquei massageando o local por alguns instantes mas nada fazia cortar a maldita sensação de corrente elétrica.

Depois meu amigo Cláudio chegou e ficamos conversando em pé e aí sim aumentou a intensidade da dor. Fiquei batendo papo com o pé fora do chão mas nem isso resolvia.

Conforme colocava aquela parte do pé no chão, o choque era inevitável e a sensação de desconforto era imensa.

Para chegar até o carro depois da conversa, havia uns 500 metros pela frente. Parecia uma mula manca velha atravessando a pista no sentido contrário, cruzando com a galera correndo, que me olhava e pensava “xi, esse se f….!”

Cheguei em casa tentando evitar de colocar o pé no chão, tomei um banho e imediatamente amarrei minha bolsa de gelo debaixo do pé e assim fiquei, deitado na cama do meu filho, com o pé esticado, assistindo um DVD do Sonic junto com ele, que ia narrando cada cena.

Fui dormir depois encanado com essa dor e na possibilidade de ser uma lesão séria e ter de encarar fisioterapia, além de uma eternidade de molho, sem poder correr.

Mas hoje quando acordei a dor já havia praticamente sumido. Apenas uma pequena sensação do tal choque permanecia, mas bem de leve. Nesse momento em que estou escrevendo, 13h30, o choque sumiu mas uma coceira leve apareceu no lugar.

Hoje tenho um treino de 10K de ritmo mas não sei se vou conseguir fazer. Vou tentar começar bem de leve e caso a maldita apareça de novo, vou parar e encarar um ortopedista de plantão.

Tomara que não seja nada mais sério. Já fiz minha inscrição pra meia da Corpore e não quero perder essa prova por nada.

Se alguém já tiver sentido algo parecido, me dá um feedback, ok? E vamos correndo!

Milagres acontecem

terça-feira, março 2, 2010 Posted by Augusto

sh

Ontem passei por outra daquelas avaliações com minha nutricionista para ver os resultados, de forma prática, da dieta que ela me passou há uns 40 dias.

Já comecei a primeira parte da avaliação, que é nada mais que uma entrevista, confessando que não fiz muito do que ela havia me prescrito. Tudo por causa do grande baque sofrido com a demissão da minha esposa há algumas semanas, que me inundou de preocupação e transformou toda essa ansiedade em fome, pra variar.

Não consegui seguir quase nada do que ela me passou. As porções foram aumentadas, alimentos trocados por minha conta, frutas por paçoquinha, pão integral por pão de queijo, tudo pra saciar a grande fornalha que queimava a todo vapor por causa do stress do imprevisível.

Psicológico abalado, o prato é atacado. Sempre foi assim, e o pior é que vem de berço. Minha mãe contribuiu com estes genes de Pacman.

Fazia um esforço sobrenatural durante a semana, mesmo assim cometendo alguns graves deslizes, mas no final de semana o monstro abria a boca e devorava tudo que havia pela frente.

O ponto bom de tudo isso é que me senti muito melhor pra treinar, motivado em parte pela raiva, que servia de combustível, e pela alimentação mais farta.

Até na musculação que odeio e faço praticamente por obrigação, descarreguei minha ira contida nas pobres anilhas e aumentei consideravelmente os pesos em quase todos os aparelhos.

Bati todos os meus tempos “oficiais” nos treinos, fazia até os treinos de recuperação com o pé no fundo e sem vontade de diminuir o ritmo. Além dos meus 4’52 num tiro de 1K da semana passada, cravei outra marca histórica nesse longão de sábado, onde num trecho perto do final, acelerei numa leve descida a 17,4 km/h (aferido pelo Garmin)!

E o resultado dessa maluquice toda foi que, em 40 dias, perdi 2 quilos, além de medidas em todas as partes do corpo. Também perdi gordura destas mesmas partes, baixando meu IMC de 29,8 para 29,2.

Fiquei realmente surpreendido com os resultados. Visualmente tinha essa impressão, mas com tanto pé na jaca, achei mesmo que era só impressão. Tava errado, ainda bem.

Isso me deu um grande incentivo pra voltar a pegar firme na dieta e desenterrar meus planos que fiz na última avaliação, de perder 5 quilos até a meia maratona em abril. Já perdi 2, tenho mais 40 dias pra derreter mais 3. Acho que vai dar sim.

É segurar a boca nervosa e descer a lenha nos treinos.

E vamos correndo!

Será que dá pé?

segunda-feira, março 1, 2010 Posted by Augusto

tenis

Que tênis comprar? Qual marca? Modelo?

São estas perguntas que estou começando a fazer, já que meus tênis estão “no osso” e preciso encontrar o equilíbrio perfeito entre preço – estabilidade – conforto – qualidade – durabilidade. Tem de ser um tiro certeiro, sem chances de erro, levando em conta os preços exorbitantes dos tênis de corrida.

Essa dúvida me fez lembrar a época em que comecei arriscar uns trotes e fui comprar meu primeiro tênis de corrida. Fiasco total. Do alto da minha experiência na coisa, voltei pra casa com um belíssimo Rainha System. Coisa linda, todo pretão, 99 pratas.

No primeiro treino, arrebentei com ele. No segundo, ele me arrebentou. Com sua estabilidade de pneu careca e amortecimento de cama de faquir, me mandou para intermináveis dez sessões de fisioterapia. A equação peso/ignorância/pãodurismo havia me custado uma lesão.

Depois dessa experiência desagradável, resolvi desencarnar o Tio Patinhas e comprar um tênis apropriado pra correr. Fui numa loja do shopping que vende exclusivamente tênis, desprovido de qualquer informação e experiência sobre a melhor escolha pra o meu caso. Estava apenas nas mãos do vendedor. Que medo.

Bom, entrei na loja e comecei dar uma espiada e quando vi os preços, um calafrio percorreu toda minha espinha. Um bom par custava o equivalente a minha compra do mês! Mas já que tava querendo levar a coisa a sério, era um investimento válido.

Logo chega a simpática vendedora e começa o interrogatório:

 - Bom dia senhor, procurando um tênis?

Como sou adepto da tolerância zero para perguntas imbecis, tive de segurar muito pra não responder, dentro de uma loja que só vende tênis, – “não, tô vendo se tem salsicha light de frango”! Mas percebendo a boa vontade da vendedora, dei um desconto e disse que sim.

Depois disso fui bombardeado por um questionário que na época imaginei estar em hebraico, russo, tcheco, ou algo parecido. Não dava pra entender o que a moça falava.

Ela – Como é a sua pisada?

Eu – Como? Pisada? Bom, normalmente é com um pé na frente do outro…

Ela – (riso amarelo) Desculpe-me senhor, mas quero saber se é neutra.

Eu – Olha moça, não tenho a menor ideia do pH do meu pé.

Ela – (riso amarelo +cara de espanto) Não é isso senhor, queria saber se é neutra, supinada ou pronada (risos). O senhor pisa pra dentro, no centro ou pra fora?

Eu – (???) Como assim moça? É claro que meus pés são pra fora, eu e o curupira não temos nada em comum e o que eu posso lhe adiantar é o seguinte: tenho dois pés, ambos são virados para frente, minha pisada é com um na frente do outro e não tenho ideia do seu pH, se é neutro, ácido, azedo…. Quero apenas um tênis bom pra correr, se é que me entende.

Sentindo toda a minha ignorância, teve uma paciência de monge e me explicou um pouco sobre os tipos de pisada e qual seria o mais indicado pra mim. Depois de tudo isso, saí de lá com um nada discreto Mizuno Wave Nirvana, indicado para neutros e pronadores leves.

No primeiro dia de uso, achei estranho demais. Primeiro pela aparência, branco, vermelho e preto, tudo meio berrante, agravado pelo tamanho 44. Em segundo vinha aquela placa cinza pra controlar a pronação, parecia que tinha uma colher debaixo da planta do pé.

Mas aos poucos fui acostumando e percebi que realmente havia feito um bom negócio. Ele amortecia muito bem meus mais de 105 quilos na época, e davam uma grande segurança nos modestos trotes.

Foi meu companheiro na primeira prova, nos treinos, sol, chuva e depois de uns seis meses, comecei a achar que ele já tava meio cansadão, o solado tava bem gasto e comecei a pensar na possibilidade te comprar outro tênis.

Sempre ouvia outros corredores falando dos tênis da Asics e resolvi testar a marca. Voltei na mesma loja só que desta vez já mais bem informado sobre esse lance de pisada. Não encontrei a mesma  vendedora, acredito que aquela primeira ocasião deve ter sido traumática pra ela e ainda deve estar em licença, fazendo acompanhamento psicológico pra se refazer do choque.

Desta vez, pra minha sorte ou azar, não sei, estava de passagem pela loja uma máquina da Mizuno para testes de pisada. Falei pra atendente que tava afim de fazer o teste e na hora percebi seu semblante de angústia, mas atendeu ao meu pedido.

Primeiro ela apanhou como cachorro de rua pra montar a máquina, que tava encostada num canto servindo de prateleira para os tênis da marca. Pra ligar foi outra novela. Ficou nítido que aquela seria a sua primeira experiência com o equipamento e tava suando em bicas.

Máquina ligada e lá fui eu para o teste. Três caminhadas passando por cima de algo parecido com uma placa de vidro. Uns gráficos apareceram na tela além de informações em inglês e percebi na cara da moça que era como se ela tivesse diante de uma tabela periódica, tentando encontrar a ligação iônica do Bário. Talvez pra não se comprometer, o resultado foi rápido e claro – “sua pisada é neutra, senhor”. Foi como se ela tivesse na dúvida entre sexta com “x” ou com “s” e achasse mais fácil mudar pra quinta.

Com a minha recém-descoberta duvidosa pisada neutra, saí de lá com o Asics Nimbus 10. A história da grana para comprar esse tênis daria outro post, mas resumindo, troquei pelo feitio de um hotsite para um cliente.

Macio, uma maravilha! Tá até hoje comigo, fazendo companhia nos treinos e provas, além de um Iromman da Track&Field (duro como pedra) e um Nike Citius +, que no máximo serve pra correr atrás do meu filho, é muito molenga para o meu peso e causa dores nos tendões de Aquiles. Mas o lado Tio Patinhas falou mais alto e comprei porque tava numa promoção por 130 merréis. Pelo menos serve pra passear.

Não sei se meu pé que tá entortando, o tênis que já tá cansado, mas o Asics começou a me causar algumas dores na parte interna da canela nos treinos longos e voltei a usar meu velho Mizuno nestes treinos, sem dor alguma, o que me faz lembrar das palavras da primeira simpática e paciente vendedora  – “aparentemente sua pisada é pronada. Corredores pesados tendem a ser pronadores”. Estou concordando com ela ultimamente, depois de prestar mais atenção na minha pisada durante as corridas.

Pintou uma chance de comprar outro Nirvana com um amigo de um amigo que vai pros EUA e por lá os Mizuno estão em promoção nos outlets por uma média de 80 doletas. Vou arriscar e ver no que vai dar. Tomara que chegue antes da minha estreia nas meias, dia 11 de abril.

Quando der ainda quero fazer um daqueles testes de pisada mas num lugar onde a atendente consiga distinguir uma máquina de lavar de uma máquina de teste de pisada.

Boa semana pra todos vocês… e vamos correndo!

O SAC é um SAC!

sexta-feira, fevereiro 26, 2010 Posted by Augusto

run

Logo chega a edição de março e eu ainda folheando revista velha.

“Serviço de atrapalhação ao consumidor”, “serviço de aporrinhamento ao cliente” ou até mesmo “sistema de atendimento cínico”.

Esses poderiam ser apenas alguns dos significados da abreviação SAC, originalmente destinada ao serviço de atendimento ao cliente.

O que já era ruim, ta cada vez pior, mesmo com as leis, pelo menos em tese, jogando a nosso favor. Tenho até saudades daquelas infelizes mal amadas que nos atendem com aquele humor do cão, dizendo que vão poder estar nos ajudando. Era ruim, pelo menos era um atendimento, como podemos dizer, humano. A gente tinha com quem discutir, exigir e até mesmo mandar para P.Q.P quando a songa-monga nos mandava pra outro departamento que ia estar nos ajudando a resolver um problema.

Hoje é tudo digital. Um luxo só.

Quando na minha vida eu achava que ia perder precisos minutos da minha vida batendo papo com um robô!

Primeiro o outro lado atende sem nem mesmo tocar…

- Você ligou para o Serviço de atendimento ao Consumidor da Tabajara (sim eu sei onde estou ligando!). Por favor, se você quer saber sobre a sua assinatura, tecle 2, sobre a sua conta, tecle 3, sé é para receber a segunda via do boleto, tecle 4, para a previsão do tempo tecle 5, para saber mais sobre a vida do Dicesar tecle 6, para ajudar a LBV tecle 7, para ouvir tudo sobre o seu signo tecle 8, para ouvir todas estas baboseiras novamente tecle 9, e para falar com uma de nossos colaboradores tecle 0. Ufa!

Nessa altura você só consegue se lembrar das duas últimas opções mas a que interessa mesmo é sempre falar com os tais “colaboradores”.

Nesse momento, a voz do além começa tudo de novo:

- Se você quer falar sobre sua compra tecle 2, sobre a sua conta tecle 3, sobre sua mãe tecle 4.. e por aí vai, até o 9 novamente. Por último a opção derradeira “aguarde, vamos estar transferindo para nossos colaboradores”.

Nesse ponto você já acha que o sofrimento está chegando ao fim quando do nada, a linda voz do além, entre uma musiquinha e outra reaparece e recomeça a ladainha: – Por favor, digite o seu CPF. E você calmamente digita e ainda tem de ouvir aquela voz repetindo número por número.

Depois – “pra sua segurança, esta gravação será gravada”.

Como assim, pra minha segurança, se um dia que eu precisar delas como prova por um erro no atendimento não vou ter acesso? E imagino o que tanto deve ter nessas gravações. Só de palavrões, teria de A a Z tranquilamente, e com as peculiaridades de cada região. Daria até um livro.

Bom, voltando à ligação. Você espera, espera, espera, e de repente, não mais que de repente. A voz do além reaparece e diz com aquela voz aveludada de aeroporto – “nesse momento, todas os nossos colaboradores estão ocupados, tente mais tarde, e tenha um bom dia… tu, tu, tu, tu”.

E assim do nada, depois de uns 20 minutos, a maldita robô praticamente desliga na nossa cara!

O pior é saber que teremos que repetir tudo isso por pelo menos mais umas 5 vezes até uma figura humana, sé é que dá pra chamar atendente te telemarketing de humano (se você for um, me desculpe, mas te odeio).

E mesmo quando você é atendido, o caminho entre esse atendimento e a resolução do problema é um abismo.

Anotam sua reclamação, geram protocolos gigantescos e dizem que estará tudo resolvido em apenas alguns dias úteis. Dias úteis? Tem dia que não seja útil? Os meus todos são úteis!

Postei sobre esse assunto pois desde o dia 12 deste mês estou tentando junto ao SAC da Editora Abril, receber a minha revista Runner´s de fevereiro.

Já liguei várias vezes e nas poucas que fui atendido por um “humano”, me prometeram resolver o problema e ainda nada. Ontem fiz a última tentativa e a mocinha me prometeu que chega até amanhã. Como já ouvi tal promessa dia 18, não estou confiando muito.

Tenho total credibilidade nessa editora, tenho outras assinaturas além da Runner´s e poucas vezes tive problemas, mas desta vez tá difícil.

Peço desculpas a você, Sérgio Xavier, que é um cara a quem tenho total admiração e respeito, além de ser leitor assíduo do seu blog, um cara que sempre joga no nosso time e tá sempre nos ouvindo com uma paciência de Jó, mas que a Abril ta pisando na bola, isso tá com um SAC que é realmente um SAC!

Tomara que consiga meu exemplar até esse finalzinho de ano que nos resta…rs

E vamos correndo!

Vale quanto?

quinta-feira, fevereiro 25, 2010 Posted by Augusto

reais-dinheiro-money

Hoje aqui na agência aconteceu uma acalorada discussão sobre dinheiro e que relação isso tem com felicidade e quase fui chamado de extraterrestre por ter minhas convicções um pouco diferentes das demais.

E tudo começou porque, como este ano é ano político, a agência trabalha fazendo campanhas pra candidatos e isso exige mudanças no expediente.

E paga-se bem. O valor pra essas “mudanças” será mais 100% do salário no final do mês. Salário dobrado é realmente tentador, mas penso pelo outro lado. E eu? E a minha vida, família, filho, como fica?

Confesso não ser um sujeito muito ambicioso. Talvez  até por isso tenha continuado aqui na minha cidade e não me mudado para a capital onde, na minha área, existem as melhores possibilidades de crescimento profissional.

Mas a coisa pegou para o meu lado quando disse que nunca jogo na Mega Sena por uma única razão: não gostaria de ganhar tanta grana.

É claro que gostaria de ter uma vida confortável, poder trocar de carro, morar numa casa própria, não ter de passar metade do mês fazendo contas e mais contas, poder viajar todos os anos com a família e o que mais me dá vontade, poder correr uma maratona internacional. Pra mim, isso já seria o bastante.

Não acredito nessa relação direta de quanto mais dinheiro mais felicidade ou que dinheiro compra felicidade. Definitivamente não consigo me convencer disso.

Penso na proposta da agência, que na minha situação atual, seria de grande valia, mas por outro lado penso em outros valores que vou perder fazendo isso.

Tem coisas que pra mim não tem preço. Chegar em casa depois de um treino, tomar um bom banho, sentar com meu filho na rede, na garagem e ficar escutando ele contar o que fez na escolinha e ouvir as novas musiquinhas que ele aprendeu a cantar por exemplo, não tem dinheiro nesse mundo que pague. Isso é o meu combustível pra viver feliz.

De que me adiantaria montanhas de dinheiro se minha vida fosse apenas acordar, trabalhar e dormir?

De que me adiantaria um polpudo prêmio da Mega Sena se não tivesse mais paz pra correr pela rua, tomar uma sorvete sossegado na sorveteria da esquina ou mesmo pedalar pela cidade desencanado?

Para que ter uma Mercedes conversível se chego ao mesmo lugar com um popular 1.6, e sem o medo te ter uma arma na cabeça na esquina seguinte?

Porque morar uma mansão cinematográfica com 12 quartos de vou usar apenas 3, no máximo?

Definitivamente não sirvo pra ser milionário e não tenho o dinheiro como única e primeira fonte de felicidade.

Tenho alguns projetos em mente como escrever um livro com meus posts e minha mudança de vida e outro que é com relação à camisetas personalizadas pra treinos e corridas, mas ainda deixo em off os detalhes.

Todos eles pensando em dividir minhas experiências e gosto pela corrida, além de, é claro, ajudar a fazer um pé de meia pra realizar o sonho de correr uma maratona como a de NY.

Busco sim uma vida confortável, sem privações, porém na medida certa, nem mais, nem menos. Não troco minha paz por dinheiro nenhum nesse mundo, gosto das coisas simples da vida e que na maioria das vezes estão aí de graça pra gente, é só saber aproveitar.

Como correr, por exemplo.

E vamos correndo!

Quatro e cinquenta e dois

quarta-feira, fevereiro 24, 2010 Posted by Augusto

 

Este post é contraindicado para corredores veteranos, para os que correm 10K num pace abaixo de 4min/km e para os peso-pena, cuja genética os fazem voar mesmo com pouco treino. Se você se enquadra neste perfil, por favor, não leia, ou pelo menos não ria.

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Ontem fui fazer um treino intercalado, fazendo 1K leve para 1K chutado, num total de 6K. Bom, era pra ser 10K mas com um calor do inferno e uma chuva pesada desabando no final dos 6K, ficou por isso mesmo.

Como sabem, sou movido à música. Corro com o iPod “no talo” (no volume total, para os não caipiras) e ontem, não sei por que cargas d´água acabei levando apenas o aparelho sem o fone. Só percebi quando desci do carro ao chegar lá no parque e descer a mão pra pegar o fone, o danado tinha ficado em casa. Que raiva! Pensei com meus botões, como é que vou fazer meus tiros de 1K a seco, sem os companheiros do Rage Against the Machine martelando nos meus ouvidos?

Mas fazer o que, já tava lá mesmo… vâmo que vâmo.

Comecei o primeiro trecho trotando leve e quando o Garmin acusou a marca do primeiro quilometro, saí desembestado para o primeiro tiro.

Um olho na pista e outro na FC, acelerei o máximo, tentando me manter dentro da minha faixa de frequência recomendada mas que nada, nos primeiros 500 metros já tinha estourado meus 100%, que é de 181 bpm, chegando a 184 facilmente. O pior, ou seria melhor, sei lá, é que a sensação de esforço tava relativamente tranquila, dava pra segurar aquele ritmo numa boa, isto é, pelo menos por 1K, como era pretendido. Nessa hora me apoiei mais no que dizem os profissionais tarimbados e os atletas de elite que dizem se guiar pela escala de Borg, que é uma escala subjetiva de esforço, e mandei ver.

Passando dos 700 metros, vem uma subidinha sem vergonha, bem curta, mas com uma inclinação acentuada, ótima pra derrubar o ritmo num treino desses. Abaixei a cabeça, encurtei os passos e subi, sem dar muita trela pra ela. Cheguei no topo quase botando com as mãos o pulmão e o coração de volta no lugar mas continuei no ritmo, já vendo a curva final se aproximando. E depois da subida forte, uma descida idem, daquelas que você tenta segurar o corpo pra não ficar parecendo um boneco de Olinda, descendo desengonçado a ladeira. Mais uma subida e a descida final. Tentei achar o botão de nitro, mas nessa hora já tava emperrando tudo.

Cruzei a marca de 2K e simultaneamente o Garmin também acusou a metragem, apontando aquele Km percorrido em espetaculares, inacreditáveis, impensáveis… (pausa)!

Se você é um dos teimosos que alertei lá no início do post pra não ler mas resolveu chegar até aqui, esse é o momento de segurar seu riso e saber que existem sim corredores que comemoram um tiro de 1K num pace deste. Este cidadão que vos fala é um exemplo desta espécie.

(continua) … espetaculares, inacreditáveis, impensáveis 4’52! Isso mesmo, quatro minutos e cinquenta e dois segundos por quilometro!

Diminuí o ritmo feliz da vida, mantendo uma média de 6’30 no quilometro de recuperação, já imaginando se iria conseguir segurar a “marca histórica” no próximo K rápido também.

Outro tiro se aproximando, fui tomando fôlego e tentando ignorar o calor forte, o suor que ardia nos olhos, só esperando o sinal do Garmin.

Piiiiiiiiiiiiiiii! Lá vou eu para outro quilometro rápido, agora tentando baixar meu tempo do primeiro tiro, mas a FC teimava em subir rápido demais, com certeza por causa do forte calor, e eu tirava um pouco o pé, instintivamente. Mesmo sabendo que dava pra manter na faixa dos 184 bpm e subindo, lembrei do meu cardiologista, Dr. Barone e como minha consulta é só no mês que vem e eu não tava nem um pouco afim de passear de SAMU, resolvi não abusar da sorte, mesmo estando com todos meu exames em dia. Coisa de corredor cagão mesmo.

Mesmo assim fechei este segundo tiro em 4’58. Trote pra me recompor, um gole d´água, as nuvens pesadas dando o ar da graça e uns raios já cortando o céu. Últimos 100 metros antes do tiro final de 1K.

Piiiiiiiiiiiiiiiiii! Disparo para o último tiro tentando prestar atenção em todos os detalhes, respiração, posição dos braços, passada, tudo pra tentar otimizar o tempo e  conseguir fechar sub 5’ esta última tentativa. Dito e feito! Cruzei o último tiro em memoráveis 4’56.

Trotei mais um pouco, a essa altura com o peito estufado e cheio de orgulho. Logo encontrei o Rogério, meu treinador e o Helton, que tavam correndo na direção oposta, também fazendo tempo. O Helton fechou os 10K em 50 min. Caraca, o moleque tá ficando rápido! Será que passar a máquina zero na cabeça ajudou no tempo?…rsrs

Cruzei com a Gabriela e o Claudemir, da Gaia, que me convidaram para um Gatorade no final do treino, mas a chuva, que desabou com força logo após o nosso treino, me mandou mais rápido pra casa. Deixa gelando que na próxima oportunidade eu tomo o Gatorade, Claudemir!

Dei uma carona pro Rogério até a academia, onde, depois de uma corrida de 10K ainda ia dar uma aula como personal (haja pique!) e fui pra casa satisfeito com meu desempenho.

Usain Bolt que se cuide! Daqui a uns 40 anos e uns 50kg a menos eu pego ele!

E vamos correndo!